quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Fascinação

O que imagina ser
a maior perfeição do mundo?
a maior beldade?
penso a reposta e visualizo algo,
vejo algo simples em sua complexidade,
na complexidade de seu entendimento pleno,
de sua inteira compreensão,
a não considerada primeira maravilha do mundo,
uma visão que encanta
e enche os olhos de seu observador.

Após essa visão,
real,
viva,
diante de meus olhos,
me pus a escrever esse poema,
me lembrei de tua imagem,
encravado em minha mente,
imagem que a muito conheço,
uma bela dama,
de pele alva,
de delicado rosto,
de alma por mim imaginada,

Imagem que me desperta,
apesar de estrita amizade,
intensa e enorme fascinação,
fechada,
secreta,
trancada a sete chaves em minha mente,
em minha alma.
Reforçada em casuais encontros,
na visão desta beldade,
simples encontros de amigos,
com palavras de amigos,
com olhares de amigos.

Mas nessa data que data o poema
ví algo mais à bela dama,
a visão de uma dádiva,
um feito divino,
uma belíssima dama,
em estado de graça,
em estado de realce.
um presente a meus olhos,
o reacender em minha alma de tão bela imagem,
que com imenso prazer mantenho viva.

Agora entorpecido de encanto,
deixo de lado as metáforas
e falo à minha dama,
à bela Karla,
hoje exuberante,
como sempre soberana,
como a lua num céu estrelado,
o encanto,
a inspiração de seu amigo poeta,
de seu poeta amigo,
amigo apesar das palavras,
apesar das interpretações,
apesar das aparências,
apesar
da minha não mais secreta
e prazerosa fascinação.


Marcelo SanFer
03 de novembro de 1999

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