quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Madeixas a bailar

Aqui uma indagação,
como se formam os cachos,
leves plumas a dançar,
suaves ondas coloridas,
caracóis leves ao ar?

Te convido a entender
que encantos devem ter
madeixas a bailar,
em lindos cachos dourados,
ruivos ou enegrecidos,
que me encontro a admirar.

Por vezes navego por horas,
simplesmente a pensar no contexto
desses cachos,
que encantos devem ter,
madeixas a balançar,
unicamente capazes
de chamar minha atenção
e uma alma alegrar.

Vejo formas encantadas
com cuidado arranjadas,
fios juntos lado a lado,
em mechas de cor doirado,
a preencher uma visão,
e afastar a solidão.

Queria eu poder tocar
nesses cachos a bailar,
te agradeço amigo vento,
que bem cúmplice ao deus sol
proporciona-me esta imagem,
la belíssima mensagem,
que à luz de uma aquarela,
brilha só sem nem que eu peça,
minha fonte inspiradora,
tema que essas linhas versas.

Já me encontro enfeitiçado
a esta imagem contemplar,
esta dádiva encantada,
um tanto encaracolada,
que escraviza ao leve toque
de um só furtivo olhar.

Por vezes navego por horas
simplesmente a pensar no contexto
desses cachos,
uma bela musa ao fundo,
que és bela, só em tudo,
formas, sorriso e olhar,
de madeixas a bailar
que com seus cachos encanta,
este simplório ser
que por vezes bem que tenta,
a impossível façanha
de desviar o olhar.


Marcelo SanFer
28 de agosto de 2002

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