segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Acolhida

Livre como o vento,
a percorrer os montes,
e desafiar as nuvens,
de alma leve,
e versátil.

Nos olhos força,
na face o charme,
como o beija-flor,
que bate as asas
e o coração,
pairando ao ar,
para à flor deixar seu show.

Rubra menina,
quente como o fogo
ardente,
consumidor,
nas madeixas,
no olhar,
e como a Phoenix
sempre a se renovar.

Andarilha,
aventureira
sempre a caminhar,
à mente,
pelo ar,
pelo mar,
e por onnde mais desejar.

Doce garota sorridente
a todos encantar,
dia após dia,
sapeca,
moleca,
cheia de vida.

Garota encantadora,
que de vida enche os olhos,
os próprios,
os nossos,
e aos corações acolhe.

E eis que a esta ruiva
luminosa
com amor,
pretenciosamente
querem dar colo,
e espera-se acolher
pelos versos
desse autor.


Marcelo dos Santos Ferreira
Marcelo SanFer
18 de outubro de 2020

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Outro

Um outro dia,
um dia qualquer
pra viver,
se inspirar,
falar,
cantar,
ou até escrever
uma carta,
um simples texto,
talvez um conto,
ou um poema de você,
para você,
ou pra alguém
a quem se quer bem.

Um outro momento,
ou oportunidade
pra ser você mesmo,
ou ser quem aos olhos de alguém,
ser nada,
nada além do se espera
por todo mundo
ou só alguém.

Um outro olhar,
uma outra perspectiva
para o mundo,
para os dias,
dia após dia,
sobre o que se lê,
ou escreve,
do que você espera,
e do que se espera de você,
do que se é,
e do que você quer ser.

Um outro,
talvez um novo,
ou mais do mesmo,
nas linhas,
nas entrelinhas,
uma outra forma de dizer
de tudo e de todos
ou simplesmente de você,
você que escreve,
e você que lê.


30 de dezembro de 2019
Marcelo dos Santos Ferreira
Marcelo SanFer

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Feitiço do tempo

Hoje percebo que estou
envolvido em algo mágico,
um feitiço talvez seja,
talvez um feitiço do tempo.

Tudo começou bem simples
um olhar e apenas isso.
Simplesmente em certo dia
diante meus olhos surgia
uma bela e seu sorriso,
dos magos se ouviram versos
e fiquei preso no tempo
do momento de um sorrir
ao desabrochar de um outro.

Na espera de tal ato
tenho os olhos sempre vivos,
tenho a lente sempre aberta
a filmar o exato instante
do início do espetáculo,
tua imagem entra em cena,
teu sorriso contracena,
uma peça mui singela,
baseado no sorrir
de uma atriz deveras bela.

Hoje estou preso no tempo,
hoje estou enfeitiçado,
da visagem do sorriso,
tenho apenas a lembrança,
olha o palco e te procuro,
mas me resta uma esperança,
do reabrir das cortinas,
trazer junto um teu sorriso,
pra que em meio a palmas,
eu não fuja a teu feitiço.


Marcelo SanFer
2003

Reluzentes

Verticais,
linhas longas,
linhas negras,
linhas belas,
traços verticais ao sol,
traços negros bem traçados,
traços belos das madeixas,
longos traços, tantos fios,
fios cheios, reluzentes,
longos negros e mui belos,
linhas suaves, belos cachos,
cachos retos, encaixados,
traços negos da Beldade,
retos cachos, separados,
desembaraçados,
belos fios da braúna,
da Iracema, tons escuros,
longos negros da tua asa,
de tua asa de braúna.

Da braúna longos traços,
traços belos de um alguém,
linhas doces mui vibrantes,
em contraste um sorriso,
teus cabelos,
tuas asas,
da braúna longos negros,
longas linhas,
fios cheios,
leves traços,
radiantes,
reluzentes.


Marcelo SanFer
13 de junho de 2005

Um humilde jardineiro

Paro a pensar e vejo flores,
belas flores de um imenso jardim,
de muitos nomes,
de muitas formas,
de muitos tons,
belas rosas de um lindo roseiral,
rosas brancas,
cor-de-rosa,
vermelhas,
rosas especiais,
rosas inspiradoras de versos,
por seu brilho e encanto,
versos à suas pétalas,
à seus belos rostos,
à suas imagens,
a seus olhos negros,
por vezes verdes,
azuis ou amarelos,
à seus sorrisos,
grandes ou mais discretos,
brancos ou metálicos,
ao doçur de suas vozes,
a seus jeitos de ser.

Mas em meio às tantas formas
algo sempre é comum,
todas igualmente belas,
belas rosas do roseiral da vida.

E também rosas merecem cuidados,
atenção ao simples olhar,
carinho ao seu trato,
a manutenção de sua singela beleza,
serviços dos muitos jardineiros,
cada qual com seu jardim,
cada qual com sua rosa.

Aqui falo a minha rosa,
minha bela e singela rosa,
a quem com prazer escrevo,
musa inspiradora de simples versos,
de um simples poeta,
teu humilde jardineiro.


Marcelo SanFer
31 de maio de 2001

Avistei

Num belo dia
diante de mim surgia
uma singela imagem,
uma linda jovem
de sorriso claro e sincero,
a quem com prazer revelo
minha admiração.

Queria eu poder,
neste momento,
ao vivo ou em pensamento,
rever teu belo rosto,
singelo, alvo e perfeito
que feliz daquele o eleito,
pode-lo acariciar.

És linda,
em tua simplicidade,
jovem a flor da idade,
rosa da juventude,
e que me perdoe a inquietude,
mas a ti ofereço estes versos,
que com muito carinho escrevo,
sem nem bem saber se devo.

Sou apenas um poeta,
tu és minha inspiração,
minha musa,
minha fascinação.

Avistei,
e depois de tudo viajo,
vou a terras bem distantes,
por muitos já ido, bem antes,
viajo com meu coração.

Minha terra tem belezas
que noutro lugar não há,
me permita ó poeta,
alguns teus versos alterar.
Não permita Deus que eu morra
sem que possa avistar,
as belezas e encantos
que me ponho a contemplar
hoje avistei belezas
que noutro lugar não há.


Marcelo SanFer
19 de junho de 2001

Assobio

De repente
um som no ar
som de tom familiar
belo, doce e mui suave
leve som que invade a mente
som a me acariciar
som a me folgar os nós
dos sapatos, da gravata
som a não me deixar só
bem juntinho ao pé do ouvido
som de se apaixonar
fascinado a esse som
já me esqueço de pensar
de onde vem tal som singelo
logo avisto um rouxinol
delicado passarinho
encantado no assobio
canto a qual já cantei versos
e não me canso de cantar.


Marcelo SanFer
07 de abril de 2004