quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Um humilde jardineiro

Paro a pensar e vejo flores,
belas flores de um imenso jardim,
de muitos nomes,
de muitas formas,
de muitos tons,
belas rosas de um lindo roseiral,
rosas brancas,
cor-de-rosa,
vermelhas,
rosas especiais,
rosas inspiradoras de versos,
por seu brilho e encanto,
versos à suas pétalas,
à seus belos rostos,
à suas imagens,
a seus olhos negros,
por vezes verdes,
azuis ou amarelos,
à seus sorrisos,
grandes ou mais discretos,
brancos ou metálicos,
ao doçur de suas vozes,
a seus jeitos de ser.

Mas em meio às tantas formas
algo sempre é comum,
todas igualmente belas,
belas rosas do roseiral da vida.

E também rosas merecem cuidados,
atenção ao simples olhar,
carinho ao seu trato,
a manutenção de sua singela beleza,
serviços dos muitos jardineiros,
cada qual com seu jardim,
cada qual com sua rosa.

Aqui falo a minha rosa,
minha bela e singela rosa,
a quem com prazer escrevo,
musa inspiradora de simples versos,
de um simples poeta,
teu humilde jardineiro.


Marcelo SanFer
31 de maio de 2001

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